Parte pouco explorada no universo da forte resistência das populações escravizadas no Brasil, o suicídio se configurou como um dos derradeiros atos de resistência, um último recurso em busca de escape definitivo da Escravidão e de ataque ao lucro dos “senhores” que eram seus donos.
“Foram localizados 231 casos de suicídios consumados ou de tentativas, sendo 167 de escravos e 64 de escravas, entre 1850 e 1888. Em 158 deles foi possível saber a origem das vítimas – 97 africanos e 61 escravos crioulos, isto é, nascidos no Brasil.”“Entre as explicações mais conhecidas para o suicídio de escravos estão a do banzo e a do retorno à África. O banzo seria a profunda tristeza que se abatia sobre os escravos recém-chegados ao Brasil, fazendo-os perder o apetite e a vontade de viver e provocando-lhes a morte. Já a teoria do retorno afirmava que a intenção dos escravos ao cometer o suicídio era voltar à sua terra natal através da Kalunga, o mar-oceano.”
Por: @robsoneolivro
Referências do texto:
Citações retiradas do texto "Desta para melhor", de Jackson Ferreira, na Revista de História da Biblioteca Nacional. Nº 18. Março de 2007, p. 44-47.


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